sexta-feira, 22 de maio de 2009

Os ipês de Teresina

Os ipês estao florescendo
Pra encantar minha Teresina
Sao brancos, amarelos, roxos
E a toda sua gente fascina.

Natureza sábia é esta que
Pra homenagear a cidade
Oferta as flores dos ipês
Que só trazem felicidade.

Se representa a paz ou o ouro
Nao importa do ipê a cor
Alegra toda a Teresina
Banhando eta cidade em flor.

Da Costa e Silva descreveu
O ouro do ipê em um poema
Por inspiraçao divina
Escrevo sobre o mesmo tema
Em homenagem a Teresina
No seu aniversario em cena.

Conto: Mariana

Todo fim de tarde, Mariana saía de casa para encontrar as amigas dabaixo daquele velho cajueiro. Lá os bate-papos eram longos e maravilhosos, cada uma tinha mais e mais o que contar, e se alguma coisas na era verdadeiramente passada, era porque ainda nao houvera tempo para viver. Mentiras nao cabiam ali, em roda de amigas tao sinceras: só sonhos e ilusoes proprios da idade.
Mariana era a mais triste da roda de amigas, assim aparentava no semblante. Porém, conversava mais do que as outras, sorria menos, é verdade, mas falava de uma forma como quem diz cada palavra tentando senti-la. Talvez fosse esse sentimentalismo que a deixava com aparencia de triste.
Creceram, as amigas, e distanciaram-se. Umas casaram, outras partiram dali, e nao foi mais possível se encontrarem. Os sonhos de Mariana, porém, nao ficaram debaixo do cajueiro. Sua aparente tristeza era na verdade uma vontade escondidad que a levou para os altos degraus do sonhos: Mariana hoje sonha transformar o mundo, e é professora.

Conto de lembranças

O mistério do pôr-do-sol
Passava pela sala correndo e ia esconder-se no alto da mangueira. Mas, esconder-se de quem? Fazia isso todos os finais de tarde.
A mae nao sabia mais o que fazer. Já havia dado ao filho tarefas extras exatamente àquela hora. ele arranjava uma maneira de fugir delas, e passava pela sala correndo, o olhar ansioso, e subia na árvore que tinha no fundo do quintal. Lá ficava até o pôr-do-sol.
Um dia, estando a mae deveras preocupada com a situaçao que se apresentava, chamou o pai do menino, que poderia conversar mais energicamente com o filho e assim solucionar o problema:
-Meu filho, gostaria de fazer com você o mesmo percurso que você faz todo fim de tarde e até subir na mangueira.
O filho permitiu.
Atravavessaram a sala correndo, agora pai e filho, olhares ansiosos, e com vozes trêmulas, um dizia para o outro:
-Sobe, sobe!
Lá em cima estava o mitério: o filho subia para observar o sol se pôr, e explicou ao pai que gotaria de descobrir quem roubava o dia, pois na história que sua professora leu o rei revoltava-se com um monstro de um olho só.
o pai tentou explicar ao filho o universo ao seu redor, e daquele dia em diante passaou a acompanhá-lo mais no seu dia-a-dia.
(Caracterizaçao: Conto fantastico. Intertualidade: História meio ao contrário-Ana Maria Machado. História de um menino que sugestianado por uma história que a professora leu, procurava descobrir quem roubava o dia).

Textos para crianças

Chupim
Chupim era um garoto chato. Era da cor de chumbo. Sempre chamava a atençao com suas chatices: chutava o balde cheio d'água da chuva, cheirava a carne, mexia na xicara de chocolate, xingava o chefe, queria ser chofer e se enxiqueirava com os porcos.
Quando Chupim se enchia, chateava ainda mais: rasgava cheque, pisava no cesto, chorava e chamava por sua mae Xepa.
Um dia, Chupim perdeu as chaves do chalé da prima Sheila. E foi aquela xaropada! Sheila fez Chupim subir no telhado, e ele levou um choque. Chupim xispou no chao e saiu dali chorando!
Persiguiçao

O pato
achou um sapo.
No ato
deu um supapo.
O sapo
correu pro mato
Quase morto.
O pato
correu pra perto,
pegou o sapo,
caiu no rio...
Que história!
O menino espiava
e riu.

"É história que nao acaba mais..."
O macaco pulando
pegou um atalho
subindo no galho
que quebrou.
O galho virou lenha
O macaco entrou na brenha
E a historia acabou!
Boa-noite, Teresina

Quando a tarde
Baixa a cabeça
em cumprimento à noite,
é hora de sonha,
Teresina.
é hora de viver
Teresina pelas ruas,
de percorrer os becos,
as praças, o teatro...
é hora ainda que cedo
seja a noite perdida!...
Nao dorme, Teresina...
Quando a noite baixa
a cabeça em cumprimento
à Teresina... já dormiu!