domingo, 13 de setembro de 2009

LENDA DO CABEÇA-DE-CUIA

Aconteceu no passado
lá pras bandas do Poti
um jovem pescador
que foi pescar ali
porém ele nao sabia
o que estava por vir.

nenhum peixinho
em sua rede apareceu
o rapaz faminto
logo se aborreceu
levantando-se foi embora
levando o que era seu.

crispim era seu nome
ao rio lançou uma praga
-maldito rio Poti
se hoje nao faço pescada
nao conte mais comigo
nesta vida pra nada;

voltando para casa
sem nada para comer
foi até as panelas
achando um osso pra roer
com am mãe tirou satisfação
sem culpa esta ter.

pobreza hoje ataca
a muitas famílias
imagine naquele tempo
que o pobre só tinha o dia
de noite nao cochilava
pois tinha a barriga vazia.

crispim se desesperou
e a mae agrediu
com o osso enorme
sua cabeça partiu
com um grito horrendo
ali a velha caiu.

antes de morrer, porém
uma praga lhe rogou:
-Filho ingrato,
por que me matou?
sou uma pobre mãe
que muito te amou.

vou te rogar uma praga
que vai te maltratar
pra começar agora
teu corpo diminuirá
subindo pela cabeça
esta aumentará.

pare que nao pare nunca
a tua triste sina
nunca mais abraçará
a nenhuma menina
seguirá assombrando
pelos rios de Teresina!

só se casará um dia
quando por aqui encontrar
sete-marias virgens
que possa desposar
neste dia te perdoarei
e o encanto acabará.

muitos anos se passaram
desde aquele dia
o pobre pescador
nao teve mais alegria
embora procure muito
nao encontra a sua Maria.

atpe hoje Crispim
anda pelos rios a navegar
a procura das virgens
que vai desposar
nao encontrando nenhuma
vive ele a lamentar.

rio abaixo rio arriba
muita gente o vê
remando a sua canoa
é só tempo escurecer
vem procurando as virgens
que nunca vao aperecer.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

crônica do Parque 04.06.09

Os passos apressados me levavam ao encontro de mim mesma. Como negar isso? Eu ia ao encontro de mim mesma porque buscava o puro, o belo, em um ambiente que poderia me transportar ao passado. Recordar é viver. Nunca essa expressao soou tao forte dentro de mim. Recordar o passado olhando aquele verde, meio perdida naquele espaço (perdida para o externo, porque pra dentro de mim eu estava achadissima)... nem as vozes afobadas das crianças me tirariam isso. "Isso ninguem me tira" - pensei na frase sem pensar no livro da escritora, o qual li e nesse momento nao lembrava nada do enredo.
Já disse que eram apressados os passos, mas durante a caminhada na mata eu tinha o cérebro assim em câmera lenta. Minha alma era recordaçao, mas nao era desalento. O pensamento era felicidade. Pouco escutei daquilo que o guia florestal dizia sobre o Parque, apesar de dividida em duas partes: uma era eu, feliz, menina, entre sabiás e assobios de pássaros... a outra parte era o olhar em volta, com cuidado nas crianças que estavam ali, as quais mais tarde farão crônicas, poesias e terao, assim como eu, belas recordaçoes do passado.
Findou o passeio, mas nao os sonhos. "Um belo momento vale uma vida inteira".
No outro dia voltei ao Parque. A manhã nao tinha a mesma poesia do dia anterior, mas ditava palavras ao meu ouvido com as quais eu escreveria um livro inteiro de poemas. "A diferença estar na maneira como você olha o mundo". Mais uma frase que nao inventei, mas que cabe perfeitamente aqui. Pois é, amanhã, quando voltarei ao parque, certamente trarei de lá mais um pouco para tornar a vida mais bela. Professora Marina. sobre a visita ao Parque Ambiental do Mocambinho que fiz com os alunos do CEFTI Pequena Rubim, em comemoraçao ao Dia Mundial do Meio Ambiente.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Lembranças

Só por um instante
Eu pensei estar te abraçando
só por um instante
te vi embaixo da minha janela
tocando uma serenata
para mim...
Que instante!...
troxe de volta
a lembrança mais bela.
faz serenata, faz...
toca ao luar
até chegar aqui
esse amor da vida inteira! d.c. 01.06.09

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Os ipês de Teresina

Os ipês estao florescendo
Pra encantar minha Teresina
Sao brancos, amarelos, roxos
E a toda sua gente fascina.

Natureza sábia é esta que
Pra homenagear a cidade
Oferta as flores dos ipês
Que só trazem felicidade.

Se representa a paz ou o ouro
Nao importa do ipê a cor
Alegra toda a Teresina
Banhando eta cidade em flor.

Da Costa e Silva descreveu
O ouro do ipê em um poema
Por inspiraçao divina
Escrevo sobre o mesmo tema
Em homenagem a Teresina
No seu aniversario em cena.

Conto: Mariana

Todo fim de tarde, Mariana saía de casa para encontrar as amigas dabaixo daquele velho cajueiro. Lá os bate-papos eram longos e maravilhosos, cada uma tinha mais e mais o que contar, e se alguma coisas na era verdadeiramente passada, era porque ainda nao houvera tempo para viver. Mentiras nao cabiam ali, em roda de amigas tao sinceras: só sonhos e ilusoes proprios da idade.
Mariana era a mais triste da roda de amigas, assim aparentava no semblante. Porém, conversava mais do que as outras, sorria menos, é verdade, mas falava de uma forma como quem diz cada palavra tentando senti-la. Talvez fosse esse sentimentalismo que a deixava com aparencia de triste.
Creceram, as amigas, e distanciaram-se. Umas casaram, outras partiram dali, e nao foi mais possível se encontrarem. Os sonhos de Mariana, porém, nao ficaram debaixo do cajueiro. Sua aparente tristeza era na verdade uma vontade escondidad que a levou para os altos degraus do sonhos: Mariana hoje sonha transformar o mundo, e é professora.

Conto de lembranças

O mistério do pôr-do-sol
Passava pela sala correndo e ia esconder-se no alto da mangueira. Mas, esconder-se de quem? Fazia isso todos os finais de tarde.
A mae nao sabia mais o que fazer. Já havia dado ao filho tarefas extras exatamente àquela hora. ele arranjava uma maneira de fugir delas, e passava pela sala correndo, o olhar ansioso, e subia na árvore que tinha no fundo do quintal. Lá ficava até o pôr-do-sol.
Um dia, estando a mae deveras preocupada com a situaçao que se apresentava, chamou o pai do menino, que poderia conversar mais energicamente com o filho e assim solucionar o problema:
-Meu filho, gostaria de fazer com você o mesmo percurso que você faz todo fim de tarde e até subir na mangueira.
O filho permitiu.
Atravavessaram a sala correndo, agora pai e filho, olhares ansiosos, e com vozes trêmulas, um dizia para o outro:
-Sobe, sobe!
Lá em cima estava o mitério: o filho subia para observar o sol se pôr, e explicou ao pai que gotaria de descobrir quem roubava o dia, pois na história que sua professora leu o rei revoltava-se com um monstro de um olho só.
o pai tentou explicar ao filho o universo ao seu redor, e daquele dia em diante passaou a acompanhá-lo mais no seu dia-a-dia.
(Caracterizaçao: Conto fantastico. Intertualidade: História meio ao contrário-Ana Maria Machado. História de um menino que sugestianado por uma história que a professora leu, procurava descobrir quem roubava o dia).

Textos para crianças

Chupim
Chupim era um garoto chato. Era da cor de chumbo. Sempre chamava a atençao com suas chatices: chutava o balde cheio d'água da chuva, cheirava a carne, mexia na xicara de chocolate, xingava o chefe, queria ser chofer e se enxiqueirava com os porcos.
Quando Chupim se enchia, chateava ainda mais: rasgava cheque, pisava no cesto, chorava e chamava por sua mae Xepa.
Um dia, Chupim perdeu as chaves do chalé da prima Sheila. E foi aquela xaropada! Sheila fez Chupim subir no telhado, e ele levou um choque. Chupim xispou no chao e saiu dali chorando!
Persiguiçao

O pato
achou um sapo.
No ato
deu um supapo.
O sapo
correu pro mato
Quase morto.
O pato
correu pra perto,
pegou o sapo,
caiu no rio...
Que história!
O menino espiava
e riu.

"É história que nao acaba mais..."
O macaco pulando
pegou um atalho
subindo no galho
que quebrou.
O galho virou lenha
O macaco entrou na brenha
E a historia acabou!
Boa-noite, Teresina

Quando a tarde
Baixa a cabeça
em cumprimento à noite,
é hora de sonha,
Teresina.
é hora de viver
Teresina pelas ruas,
de percorrer os becos,
as praças, o teatro...
é hora ainda que cedo
seja a noite perdida!...
Nao dorme, Teresina...
Quando a noite baixa
a cabeça em cumprimento
à Teresina... já dormiu!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Desprotegido

Assim que amanhece o dia
De nuvens claras
me dá uma saudade no peito...
E eu fico poemando sobre a vida.
De que jeito nao lembrar de ir embora
Voltar agora para o que já foi o meu lar.
estou aqui por um pouco, em pensamento
sempre estarei lá.

Ladainha para os loucos (que habitam esse planeta Internet e publicam o impublicável)

Senhor! Trata os loucos, trabalha neles a mente, trava neles a sorte, troca neles o espírito, toca neles o Espírito ou tranca-os de vez! 15.05.08

quinta-feira, 5 de março de 2009

TERESINA, MEU AMOR

AMO TERESINA EM DIA DE CHUVA OU SOL ETERNO TER TERNO AMOR O QUE IMPORTA?