Os passos apressados me levavam ao encontro de mim mesma. Como negar isso? Eu ia ao encontro de mim mesma porque buscava o puro, o belo, em um ambiente que poderia me transportar ao passado. Recordar é viver. Nunca essa expressao soou tao forte dentro de mim. Recordar o passado olhando aquele verde, meio perdida naquele espaço (perdida para o externo, porque pra dentro de mim eu estava achadissima)... nem as vozes afobadas das crianças me tirariam isso. "Isso ninguem me tira" - pensei na frase sem pensar no livro da escritora, o qual li e nesse momento nao lembrava nada do enredo.
Já disse que eram apressados os passos, mas durante a caminhada na mata eu tinha o cérebro assim em câmera lenta. Minha alma era recordaçao, mas nao era desalento. O pensamento era felicidade. Pouco escutei daquilo que o guia florestal dizia sobre o Parque, apesar de dividida em duas partes: uma era eu, feliz, menina, entre sabiás e assobios de pássaros... a outra parte era o olhar em volta, com cuidado nas crianças que estavam ali, as quais mais tarde farão crônicas, poesias e terao, assim como eu, belas recordaçoes do passado.
Findou o passeio, mas nao os sonhos. "Um belo momento vale uma vida inteira".
No outro dia voltei ao Parque. A manhã nao tinha a mesma poesia do dia anterior, mas ditava palavras ao meu ouvido com as quais eu escreveria um livro inteiro de poemas. "A diferença estar na maneira como você olha o mundo". Mais uma frase que nao inventei, mas que cabe perfeitamente aqui. Pois é, amanhã, quando voltarei ao parque, certamente trarei de lá mais um pouco para tornar a vida mais bela. Professora Marina. sobre a visita ao Parque Ambiental do Mocambinho que fiz com os alunos do CEFTI Pequena Rubim, em comemoraçao ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
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Isto é que é inspiração. Somente quem possui esta sensibilidade pode contemplar a beleza que é a natureza.
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