Aconteceu no passado
lá pras bandas do Poti
um jovem pescador
que foi pescar ali
porém ele nao sabia
o que estava por vir.
nenhum peixinho
em sua rede apareceu
o rapaz faminto
logo se aborreceu
levantando-se foi embora
levando o que era seu.
crispim era seu nome
ao rio lançou uma praga
-maldito rio Poti
se hoje nao faço pescada
nao conte mais comigo
nesta vida pra nada;
voltando para casa
sem nada para comer
foi até as panelas
achando um osso pra roer
com am mãe tirou satisfação
sem culpa esta ter.
pobreza hoje ataca
a muitas famílias
imagine naquele tempo
que o pobre só tinha o dia
de noite nao cochilava
pois tinha a barriga vazia.
crispim se desesperou
e a mae agrediu
com o osso enorme
sua cabeça partiu
com um grito horrendo
ali a velha caiu.
antes de morrer, porém
uma praga lhe rogou:
-Filho ingrato,
por que me matou?
sou uma pobre mãe
que muito te amou.
vou te rogar uma praga
que vai te maltratar
pra começar agora
teu corpo diminuirá
subindo pela cabeça
esta aumentará.
pare que nao pare nunca
a tua triste sina
nunca mais abraçará
a nenhuma menina
seguirá assombrando
pelos rios de Teresina!
só se casará um dia
quando por aqui encontrar
sete-marias virgens
que possa desposar
neste dia te perdoarei
e o encanto acabará.
muitos anos se passaram
desde aquele dia
o pobre pescador
nao teve mais alegria
embora procure muito
nao encontra a sua Maria.
atpe hoje Crispim
anda pelos rios a navegar
a procura das virgens
que vai desposar
nao encontrando nenhuma
vive ele a lamentar.
rio abaixo rio arriba
muita gente o vê
remando a sua canoa
é só tempo escurecer
vem procurando as virgens
que nunca vao aperecer.
domingo, 13 de setembro de 2009
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