Todo fim de tarde, Mariana saía de casa para encontrar as amigas dabaixo daquele velho cajueiro. Lá os bate-papos eram longos e maravilhosos, cada uma tinha mais e mais o que contar, e se alguma coisas na era verdadeiramente passada, era porque ainda nao houvera tempo para viver. Mentiras nao cabiam ali, em roda de amigas tao sinceras: só sonhos e ilusoes proprios da idade.
Mariana era a mais triste da roda de amigas, assim aparentava no semblante. Porém, conversava mais do que as outras, sorria menos, é verdade, mas falava de uma forma como quem diz cada palavra tentando senti-la. Talvez fosse esse sentimentalismo que a deixava com aparencia de triste.
Creceram, as amigas, e distanciaram-se. Umas casaram, outras partiram dali, e nao foi mais possível se encontrarem. Os sonhos de Mariana, porém, nao ficaram debaixo do cajueiro. Sua aparente tristeza era na verdade uma vontade escondidad que a levou para os altos degraus do sonhos: Mariana hoje sonha transformar o mundo, e é professora.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
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Mas por quê "Mariana era a mais triste da roda de amigas"? Ou por quê seu semblante assim aparentava? Havia algum motovo em particular?
ResponderExcluirTransformar o mundo é possível. O primeiro passo é cada cumprir com esmero suas atribuições.